A cidade de Queluz

Queluz é uma cidade portuguesa do distrito de Lisboa. A sua área é de 7km², a sua população residente era de 78 040 habitantes em 2004. Isto faz de Queluz uma das cidades mais populosas de Portugal (a 11.ª) e a 4ª cidade com mais população da Área Metropolitana de Lisboa.

A cidade tem 3 freguesias, Massamá, Queluz e Monte Abraão e conta com mais 3 freguesias na sua área de influência, Almargem do Bispo, Belas e Casal de Cambra.

A cidade de Queluz foi criada no dia 24 de Julho de 1997 através da Lei n.o 88/97 sendo a cidade constituída pelas freguesias de Massamá, Monte Abraão e Queluz.

Queluz fica situada entre as cidades de Agualva-Cacém, a Amadora, a vila de Belas, Queluz de Baixo Tercena e é é percorrida pelo rio Jamor.

A história da cidade de Queluz pode ser consultada na cronologia.

Origem do nome da cidade

Quanto às origens do nome da cidade, existem enormes controvérsias ao longo do tempo, sendo prevalecente a tese de David Lopes e de José Pedro Machado, através da qual é à junção das palavras árabes câ -- fundo de Vala apertado -- e Llûs -- amendoeira -- que se obteve o nome actual, que significa em termos de origem "O Vale da Amendoeira".


Há quem defenda, porém, que o nome de Queluz se deve à montanha da luz -- hoje Monte Abraão --, onde era feita a adoração do Sol.

Outros ainda, atribuem a origem da denominação à adoração local do deus Lu ou Lou dos antigos Lusitanos.
Aliás, é suposto que o próprio nome de Lusitânia tem por base duas palavras significativas "Citânia de Lu".
De resto, a ocupação humana da zona em tratamento remonta comprovadamente ao Neolítico Final/Calcolítico (entre o IV e o III milénio A.C.), como o atestam diversos monumentos e vestígios.

Já o nome da freguesia de Massamá deriva do termo árabe "Mactamã", que significa "lugar onde se toma boa água, "ou "fonte."

Queluz na Literatura

William Beckford, Le Portugal
«Même les magistrats et les nobles de province qui font antichambre au Palais de Queluz, ont de magnifiques têtes de brigands. Ce sont peut-être de fort braves gens; mais ils représentent, nom le "beau", mais le "mauvais" idéal des banditset des bravi, tant leur physionomie a d'expression».

Bulhão Pato, Memórias, 1894
«O marquez de Sabugosa e eu, tinhamos nossas fumaças de bons andadores. Ufanavamo-nos de, havendo saído d'uma reunião em casa do marquez de Penalva, à Patriarchal, de chibatinha na mão, - das que então se chamavam polkas - irmos até ao Palácio de S. Lourenço, a Santo Amaro, e, resolvendo-nos subitamente, sem pregar olho batermos comnosco em Cintra!
Contámos, com certo orgulhoso, a aventura a Alexandro Herculano, quando na volta, que foi também a pé no dia seguinte, lhe caímos em casa sobre a ceia, impando de gloria e mortos de fome; porque o nosso dinheiro, n'aquella viagem, fôra meia moeda, e quando regressávamos, chegando a Queluz, possuíamos 30 réis, que comprámos de uvas!»
«Era no fim de setembro. Levantámo-nos ainda muito de noite. De sacco a tiracollo, com leve bagagem, e sapato de salto raso - sapato de campino, que é o melhor - cada um pegou no seu cajado, e partimos serro do Monsanto acima, cortando para Queluz, onde devíamos almoçar».
«Até Queluz o caminho era bravo - tudo serra. Não havia estrada. Herculano seguia a passo cadenciando e militar; o corpo curvado e pendido um pouco sobre o lado direito. Pelo caminho ia-nos contando os passos do seu tempo de soldado; os dias mais felizes da sua vida, e também os da emigração, com terem tido muitas horas amargas».

Raul Brandão, El-Rei Junot, 1912
«É lindo Queluz? O que há de bonito em Queluz são as árvores que não envelhecem, ou que, quanto mais velhas mais lindas, é a água, a matta e seu romantico desalinho, os recantos onde o arôma e fructa consola - pomares, hortas, silencio, um cheirinho a cemiterio, um passaro escondido a cantar... A um lado do palacio apparatoso e inutil, ha um casarão amarello onde appetece viver. Os jardins, como todos os de Le Nôtre, são mais architectura e scenario que natureza, com balaustradas e talhos de buxo, onde outr'ora cresciam cedros em pyramide, com tanques d'agua e limo de onde imergem sereias e tritões. Mas tudo isto requer mulheres empoadas, figuras preciosas e sediças. É um arremedo de Versalhes sem grandeza nem história - e sobretudo sem desgraça. Prefiro o casarão amarello, as árvores solitarias; prefiro aquelle sitio escondido, onde cheira a nespera madura, e onde crescem as utilitarias couves immoveis como bronzes. Do palacio só na realidade é bella a parte que deita para os jardins, e a escadaria imponente, por onde descia o velho e alegre arcebispo, a rainha, as infantas, os ridículos meninos da Palhavã».

José Saramago, Viagem a Portugal, 1990
«Provavelmente parecia mal não ir a Queluz. Pois vá e vença a antipatia que sente por dois reis que lá viveram, aquele D. João VI que, falando de si mesmo, dizia: "Sua Majestade tem dor de barriga", ou "Sua Majestade quer orelha de porco", e aquela D. Carlota Joaquina, senhora de mau porte, intriguista e ainda por cima feia como noite de trovões».
«Está na sala de D. Quixote, onde se diz que nasceu e morreu D. Pedro IV. Não é este o princípio e o fim que comovem o viajante: não faltava mais nada que lacrimejar por coisas tão comuns. O que em verdade o perturba é a incongruência destas cenas da vida do pobre fidalgo manchego, zelador de honra e justiça, louco apaixonado, inventor de gigantes, posto em tal lugar, neste Palácio de Queluz que leu o rocaille à portuguesa e o neoclássico à francesa, e mais errou do que acertou».

Personalidades históricas da cidade

Isaac Abravanel
Pensador de origem judaica (Lisboa, 1437-Veneza, 1508) viveu vários anos na região de Queluz, muito provavelmente na área de Monte Abraão. Isaac Abravanel publicou comentários à Bíblia e à Tora em hebraico, bem como estudos apologéticos e filosóficos.

António Enes
Nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1848 e faleceu em Queluz a 6 de Agosto de 1901. Formou-se no Curso Superior de Letras e trabalhou no Jornal do Comércio, Gazeta do Povo, O País, Progresso, Correio da Noite, Novidades e O Dia.

Alberto Pimentel
Alberto Pimentel nasceu no Porto em 1849 e faleceu em Queluz no ano de 1925. Escreveu cerca de 200 obras literárias e conviveu com Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Alberto Pimentel, prosador de mérito, passou os últimos anos de vida no isolamento da sua biblioteca, rodeado de recordações em Queluz, onde morreu.

João de Pinho e Cruz
Nasceu em 1874 e tratou-se de um médico conhecido na cidade de Queluz. Exerceu clínica em Almargem do Bispo e Queluz, onde residia. Foi o único vereador eleito pelos regionalistas a desempenhar um cargo em  1925. Foi ainda vice presidente do Senado Municipal.

Manuel Vilela Fernandes de Barros
Nasceu em 1875. Viveu na aldeia de Queluz onde possuia uma farmácia. Foi ajudante do Registo Civil, Director do Colégio Lusitano e durante alguns anos 3º substituto do Juiz de Direito no concelho. Integrou as listas do Partido Republicano Português em 1919 e em 1922. Três anos depois integrou as listas da Esquerda Democrática. Desempenhou na Câmara de Sintra os cargos de Vogal da Comissão Executiva, de Vereador e de Vice-Presidente da Comissão Executiva.

João Baptista Cosiglièri Pedroso Gomes da Silva
(Cosiglièri Pedroso)
Nasceu em 1883, era proprietário e residia em Queluz. Foi substituto do Delegado do Ministério Público. Em 1925, integrando a lista "Esquerdista" foi eleito Procurador à Junta Geral do Distrito. Foi ainda Presidente da Comissão Executiva (1919) e Procurador à Junta Geral do Distrito (1925).

José Stuart Carvalhais
Nascido em Vila Real, em 1887, viveu grande parte da sua vida na rua Conde Almeida Araújo em Queluz. Foi pintor e caricaturista estando a sua obra intimamente ligada a Queluz. O seu filho, em entrevista ao Jornal de Queluz, disse: "Para Stuart, Queluz foi o seu refúgio, a saudade da sua infância transmontana, o seu amor pela Natureza. O ponto mais importante - para ele - foi o Jardim, porque talvez consubstanciasse tudo um pouco do que amou profundamente."

Mário Pinto
Viveu na cidade de Queluz há mais de 40 anos. Nasceu em 1926 e iniciou a carreira de fotógrafo em 1940. Participou em mais de 1200 exposições internacionais cm cerca de 3000 trabalhos fotográficos admitidos. Em 1965, Mário Pinto apresentou uma exposição das suas fotografias no Palácio do 2º Marquês de Pombal, em Queluz. Mário Pinto comemorava os seus 25 anos de carreira.

Ruy Belo
Ruy Belo nasceu em Rio Maior no ano de 1933 e faleceu em Monte Abraão em 1978. Foi tradutor de Saint-Exupéry, Montesquieu e José Luís Borges e trata-se de um dos maiores poetas do século XX. A cidade de Queluz homenageou o poeta ao atribuir o seu nome a uma escola de Monte Abraão, onde viveu mais de quarenta anos.

Alberto Neto
O padre Alberto Neto foi ordenado sacerdote no dia 15 de Agosto de 1957. Era conhecido por padre Alberto e foi um dos pioneiros da modernidade da Igreja Católica portuguesa. Foi pároco em Belas de 1979 a 1982 e desde 1984  foi pároco em Rio de Mouro. Antes de morrer foi professor no Liceu de Queluz, hoje Escola Secundária Padre Alberto Neto.

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